domingo, 26 de agosto de 2012

Ataques Terroristas Curdos na Turquia

Nos ultimos dias registrou-se uma série de atentados do Partido Dos Trabalhadores Curdos na Turquia. Os atentados ocorreram principalmente na província Hakkari, região montanhosa do país, fronteira com o Iraque e o Irã.

Desde a sua criação, em 1978, o  Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), é considerado uma organização étnica separatista e grupo terrorista. Privilegiando atuar no sudeste da turquia, região em que habitam a maioria dos 8 milhões de curdos que vivem no país, o PKK promove conflitos contra o governo turco buscando a autonomia do Curdistão (região com cerca de 500.000 km² distribuídos em sua maior parte na Turquia e o restante no Iraque, Irã, Síria, Armênia e Azerbeijão).

As análises do governo turco diante do aumento de epsódios conflituosos convergem acerca do argumento favorável à forte influência da insurgência dos rebeldes na Síria.

Mais informações sobre os ataques Curdos no site: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/08/tropas-turcas-matam-21-militantes-curdos-em-confrontos.html

Violência e acusações na Síria

     
         Mais uma semana de violência e acusações na Síria, onde o governo de Assad acusa os rebeldes que combatem o exército sírio de serem um ”bando terroristas armados" e a Arábia Saudita, Qatar e Turquia de financiá-los e armá-los para semear o caos no país.
          Ontem (sábado) cerca de trezentas e setenta pessoas morreram, em ataques nas regiões de Daraya e Damasco, após um grupo de ativistas terem denunciado os corpos de 200 pessoas  executadas em  Daraya. Este é mais um lamentável acontecimento que alimenta a triste estatística da violência na Síria, que segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) já somam 25 mil mortos desde o começo da revolta contra o presidente Bashar al Assad, em março de 2011.

            O presidente Bashar al-Assad disse neste hoje (Domingo, 26) que a Síria irá derrotar o que ele chamou de um "complô estrangeiro" contra o país. Disse ainda que "O povo sírio não permitirá que essa conspiração atinja seus objetivos". Assad.afirma que  "O que está acontecendo agora não é dirigido apenas à Síria, mas a toda região", e que "A síria prosseguirá sua estratégia de resistência (...) apesar da colaboração entre os países ocidentais e alguns Estados da região para que mude de posição",

           Os conflitos na Síria dividem a comunidade internacional, pois parte dos países defende a imposição de mais sanções a Assad como forma de pressioná-lo a encerrar o impasse. No entanto, a China, Rússia e o Irã evitam quaisquer medidas de restrições ao governo sírio.
        Para a maioria dos países, é fundamental que o governo Assad promova a transição política, permitindo eleições diretas e democráticas, o fim das violações de direitos humanos e mais liberdade política e de expressão. E nós continuaremos atentos, de forma que se você leitor tiver alguma opinião, peço que deixe sua contribuição para com nosso blogger.

Bruno de Pádua

Fontes:

 http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/08/violencia-na-siria-teria-deixado-370-mortos-no-sabado.html

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2012/08/26/ong-diz-que-370-pessoas-foram-mortas-na-siria-nesse-sabado/

sábado, 25 de agosto de 2012

Guerra siria tira paz libanesa

Neste blog tenho a missão de escrever notícias sobre o Libano. Mas é impossível hoje falar do Libano sem falar da Síria. A violência no país vizinho ganhou maiores dimensões e já é uma realidade na vida dos libaneses. Começou como um protesto político de opositores a Bashar al-Assad, presidente da Síria, e se tornou uma guerra civil. Nos últimos tempos vários países do Oriente Médio tem sido lugares de reividicações políticas por reformas democráticas. Esta primavera árabe chegou à Siria. O governo de al-Assad prometeu, enrolou, não cumpriu suas promessas e a revolta de alastrou. A resposta do governo foi enviar tropas do exército ao encontro das aglomerações que protestavam. A luta por um país democrático é sempre bem vinda, mas nem todos gostam da violência para obter o resultado contra ou a favor. O problema é que quando a violência entra em jogo, a vida de pessoas inocentes fica comprometida. O Libano está em pânico. O exercito já ocupa as ruas da capital Beirute, famílias deixam sua casa em busca de segurança em outras cidades. No dia 23 de agosto de 2012, em nota no site da ONU, um enviado trouxe notícias sobre a violências instalada no país, sobretudo na cidade de Tripoli. Alertou que o que está acontecendo na Síria compromente o gorveno libanês em realizar sua missão de paz e desenvolvimento. Não esqueceu de dizer que é dever do governo proteger inocentes libaneses e até sirios que se refugiam em busca de paz. Daniel de Lara Santos

Sanções Contra o Irã


       Em Junho deste ano os Estados Unidos impuseram sanções contra o Irã na tentativa de fazer parar o programa nuclear iraniano. A sanção constituiu de punições a países que compram petróleo do país – com isenções a 20 países por já terem reduzido consideravelmente suas compras de petróleo bruto. Quatro dias depois a União Europeia anunciou um embargo completo às importações de petróleo iraniano.
       Essas punições são parte de uma série de sanções adotadas por países e instituições que são contra o progama nuclear iraniano. As sanções barram as exportações de produtos militares para o país e chegam a atingir, a exemplo dos exemplos recentes, os investimentos do país em petróleo, gás e petroquímicos. Os embargos nesses setores tem o intuito de atingir a economia interna do país fazendo que uma decisão concreta seja tomada mais rapidamente.

      Os agentes mais ativamente participantes na luta contra o programa nuclear iraniano são os Estados Unidos e União Europeia. Esses agentes atuam levando a questão à ONU, marcando inspeções da AIEA, e até se mobilizam com outros países, a exemplo do arranjo criado em meados de 2006 chamado P5+1 que inclui os países membros do Conselho de Segurança mais a Alemanha para tentar, por vias diplomáticas, conter o avanço do programa nuclear. 



Leia mais sobre as sanções contra o Irã em: http://www.nytimes.com/2012/06/22/opinion/sanctions-against-iran.html

Angelo Freire

Cometimento do Egito em relação a tratado de paz com Israel

O Egito parece estar apto a reforçar o tratado de paz com Israel (Tratado de Camp David de 1979), conforme notícia publicada pelo The Jerusalem Post. As duas autoridades máximas da esfera de defesa dos dois países,  Ministro da Defesa Ehud Barak de Israel e o General Abdel Fattah al-Sisi conversaram por telefone na manhã de sexta-feira (24/08), a cerca das pretensões egipcías de reforçar a presença militar na peninsula do Sinai, com forma de aumentar a capacidade anti-terrorismo do país na região, tal medida provocou especulações de que as relações entre os dois países poderiam ser prejudicadas, e o ministro das relações exteriores de Israel disse que "Israel deve se assegurar de que toda questão no tratado seja rigorosamente cumprida". O ex-chefe de inteligência miltiar de Israel, Amos Yadlin, disse que os egípcios estão fazendo na região para combater o terrorismo é um esforço maior do que qualquer outra tentativa anterior. A Secretária de Estado Hilary Clinton disse que é importante que todo e qualquer movimento miltiar pa região do Sinai seja transparente, para evitar possíveis transtornos entre os dois países e fortalecer o combate ao terrorismo.

Notícia na íntegra: http://www.jpost.com/MiddleEast/Article.aspx?id=282434

domingo, 19 de agosto de 2012

Entenda os conflitos na Síria


A paz na Síria depende do antigo jogo de influências

 A Rússia cancelou uma reunião planejada para esta sexta-feira para a formação de um grupo internacional sobre a crise da Síria, depois que vários países ocidentais assinalaram sua intenção de não participar no encontro.
No entanto, diplomatas afirmaram que Estados Unidos, França e Reino Unido manifestaram aos russos que não iriam participar.Somente a China e um representante da ONU confirmaram presença.
Os Estados Unidos pediram à Rússia, principal aliado do presidente sírio Bashar al Assad, a fazer mais para pôr fim à violência no país. Moscou, por sua vez, acusa Washington de prolongar o conflito através de seu apoio à oposição.
O presidente da Síria, Bashar Assad, participou hoje de orações em uma mesquita em Damasco para marcar o início do feriado Muçulmano, em sua primeira aparição pública desde um atentado a bomba no mês passado, que matou quatro de seus principais funcionário de segurança.
Em outras partes do país, milhares de pessoas realizaram protestos contra o governo em mesquitas e cemitérios após orações especiais que marcam o Eid al-Fitr, o feriado de três dias que encerra o mês sagrado de jejum do Ramadã. Os muçulmanos visitam tradicionalmente túmulos e recitam orações para os mortos no feriado

fonte http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/08/russia-cancela-reuniao-sobre-crise-da-siria-apos-boicote-ocidental.html

EUA e Israel completam exercício no Mediterrâneo

Conforme notícia publicada pelo The Jerusalem Post, a Marinha dos EUA juntamente com a de Israel completaram o exercício Reliant Mermaid, com foco em manobras de resgate, mas também foi utilizado fogo real. A Marinha da Turquia, convidada para participar do exercício, recusou.

Conforme notificado pela US Navy, o evento não tem ligações com nenhum acontecimento atual, e é somente um exercício rotineiro para aperfeiçoamento de pessoal. Mas eventos militares assim, podem não atrair bons olhares dos vizinhos de Israel, que podem entender isso como um preparo para o que EUA e Israel consideram ameaças na região.



A Turquia, que participou de exercícios semelhantes no ano passado, ou pelo menos parte dele, pois foi retirada do mesmo por ter rompido relações diplomáticas com Israel devido ao incidente com navios de ajuda à Palestina em Gaza, no ano de 2010. Este evento atual demonstra uma situação peculiar para os EUA perante os seus parceiros na região, já que a Turquia também é um aliado importante e estratégico para o país neste cenário do globo.

Link da notícia: http://www.jpost.com/Defense/Article.aspx?id=281795

Origens do Programa Nuclear Iraniano




  O fato que tem destacado o Irã no cenário internacional contemporâneo é o seu suposto programa nuclear. O programa nucler iraniano tem  suas origens na década de 1950, enquanto o país era uma monarquia autocrática com viés pró-Ocidente e aliada dos Estados Unidos, em um contexto de Guerra Fria. Essa posição de aliada lhe rendeu uma participação no ‘Programa Atomos para a Paz’ – lançado pelo então Presidente dos Estados Unidos, Dwigth Esenhower – que se baseava em equipar os países aliados sob o pretexto de se fazer uma “cooperação para formação de técnicos e instituições de pesquisa sobre energia nuclear” para fins civis. Na prática tal ação apenas sinalizava ao adversário que havia uma aliança formada para contrapor qualquer ataque externo. Foi com a ajuda do programa que o Irã conseguiu desenvolver o seu primeiro reator nuclear.
  O problema maior veio com a troca de regime, onde o Irã passou de uma monarquia pró-Ocidente para uma República Islâmica. Durante essa transição o programa nuclear foi abandonado, mas não fechado, o que possiilitou a sua reabilitação pouco tempo depois, mas agora sem apoio norte americano, que a partir de então, com o distanciamento e as críticas feitas pelo novo governo aos Estados Unidos criou um sentimento de desconfiança.

Para maiores informações sobre o "Programa Átomos para a Paz" visite:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/2200/conteudo+opera.shtml

Por: Angelo Freire

Posição estratégica é bom e ruim.

Posição estratégica é bom e ruim. O Libano faz parte da Ásia Ocidental, na costa oriental do Mar Mediterrâneo. Esta posição estratégica é a responsável para este país ter uma história rica e diversa. Sua fronteira com a Síria ao norte e ao leste e com Israel ao sul tem sido a causa da perca da paz em seu território. A situação política interna é fragilmente equilibrada pela diversidade religiosa. Mas os conflitos no países vizinhos sobretudo atulamente na Síria tem atemorizado a comunidade internacional. O câncer sírio tem se espalhado pela Ásia Ocidental, exemplo disso, a capital libanesa Beirute já é um centro de conflitos violentos. Xiitas libaneses do grupo Moqdad sequestraram 20 estrangeiros entre sírios e turcos e ameaçam matá-los caso não sejam cumpridas suas exigências. Dentre os pedidos, a libertação de integrantes do próprio Moqdad, presos pelo Exército sírio. Sírios e Turcos estão se retirando do Libano temendo mais sequestros e outras atividades violentas dos radicais muçulmanos do Moqdad. O grupo anunciou que parariam com os sequestros, porém um dia depois da declaração, as autoridades libanesas afirmaram que mais duas pessoas foram sequestradas. Este tipo de acontecimento só aumenta a possibilidade do conflito político e religioso na Sírio ultrapasse as fronteiras e o Libano entre nesta guerra. Daniel de Lara Santos

domingo, 12 de agosto de 2012

Entendendo a atual crise na Síria


Para compreendermos os atuais acontecimentos na Síria, é importante que  saibamos um pouco de sua história, por isso disponibilizei um breve resumo acerca de sua turbulenta tragetória:

SÍRIA - País asiático do Oriente Médio, banhado pelo Mar Mediterrâneo, limitado ao norte pela Turquia, a leste e sudeste pelo Iraque, ao sul pela Jordânia e a oeste por Israel e Líbano. A origem de seu nome é incerta. Há fontes que garantem provir de Assíria, povo mesopotâmico da antigüidade, outras afirmam vir de Suri, um distrito da Mesopotâmia.
Depois de 700 anos sob domínio de Roma, as terras do que hoje é a Síria foram ocupadas pelos árabes islâmicos, em 636 d.C. A cidade de Damasco, atual capital síria, foi, de 661 a 750, capital do império árabe, que se estendia da Espanha até a fronteira com a China. Posteriormente, aquelas terras foram disputadas e ocupadas por egípcios, turcos seldjúquidas, por cruzados (de 1098 a 1124), por sarracenos comandados por Saladino e seus herdeiros, mongóis, até ser ocupada por turcos islâmicos, em 1516. A partir daí e até a Primeira Guerra Mundial, ela estará sob domínio otomano. Com o fim do conflito mundial, em 1918, o território sírio passou a ser administrado pela França.
O nacionalismo ganhou expressão durante a Primeira Guerra Mundial, na Grande Revolta Árabe contra o domínio turco, liderada pelo xeque Hussain. Em 1918, Faisal, filho de Hussain, conquista Damasco. O Reino Unido, traindo a promessa de independência feita aos árabes, assina um acordo secreto com a França dividindo uma vasta região do Oriente Médio.
O mandato da Síria e do Líbano é outorgado aos franceses, e Faisal, então rei da Síria, é obrigado a fugir do país. O domínio francês vai até o final da Segunda Guerra Mundial. Em 1946, por decisão da ONU, tropas francesas e inglesas abandonam a Síria e o Líbano. A Síria torna-se independente em 17 de abril daquele ano.
O primeiro governo independente sírio é deposto por um golpe militar em março de 1949. Novo golpe restabelece o regime constitucional em 1954. Cresce a partir daí a influência do Partido Baath. A Síria afasta-se politicamente dos EUA e passa a receber armas da União Soviética (Federação Russa).
Nacionalismo, estadismo, não-alinhamento (em relação aos EUA e à URSS) aproximaram a Síria do Egito durante a década de 50. Em fevereiro de 1958, um plebiscito aprovou a fusão dos dois países na República Árabe Unida, com hegemonia egípcia. O objetivo era o primeiro passo para o pan-arabismo. Logo, porém, surgem divergências e um golpe militar separa a Síria do Egito em 1961. Mas a autonomia não pôs fim imediato à instabilidade política - resultado de interesses conflitantes dos diversos grupos da sociedade local.
A forte oposição a Israel marca a política externa da Síria. Até hoje, o país reivindica a devolução das Colinas de Golã, tomadas por forças israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O governo sírio já foi várias vezes acusado de apoiar ataques a Israel realizados por grupos extremistas baseados no Líbano. A partir de 1974, o país passou a intervir diretamente na guerra civil do Líbano com a intenção de manter os cristãos maronitas no poder. Em 1990, a Síria patrocinou um acordo de paz no país vizinho.
No âmbito doméstico, o regime vem sendo caracterizado pelo autoritarismo e pelo tratamento em estilo linha dura destinado a qualquer forma de oposição, sobretudo antes da morte do presidente Hafez al-Assad, em 2000.
Com a morte do presidente al-Assad, o governo tornou-se mais tolerante e dezenas de presos políticos foram libertados.
A liberdade de imprensa é bastante restrita pelo regime do país. A prisão de jornalistas não é incomum. Todos os veículos de comunicação pertencem ao governo, com exceção de algumas estações de rádio, que só têm autorização para transmitir músicas. Notícias consideradas embaraçosas ou que poderiam colocar em risco a segurança do país são alvo de censura. Apesar disso, os veículos de comunicação fazem críticas à corrupção e à ineficiência do estado. A Síria é atualmente governada pelo presidente Bashar al-Assad, filho de Hafez Al-Assad, e pelo primeiro-ministro Muhammad Naji al-Otari.



Contemporaneamente...
Há cerca de um ano, a Síria ocupa quase que diariamente as notícias internacionais. Desde março de 2011, a população síria sai às ruas em protestos a favor da democracia no país, que há mais de quatro décadas vive em uma ditadura militar.
O levante popular, que exige a saída do ditador Bashar al-Assad do poder, começou no sul do país, mas logo alcançou todo o território. Em junho, mais de 100 mil pessoas manifestavam em cerca de 150 cidades e vilarejos, sempre às sextas-feiras, após as orações. O movimento avançou apesar das respostas, sempre violentas, do ditador.
As manifestações na Síria fazem parte da Primavera Árabe, nome dado a onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Medio e norte da Africa  iniciada em janeiro de 2011 e instauradas principalmente no Barein, Líbia,  Tunísia, Iêmen e Egito.
A crise na Síria começou a se encaminhar para um confronto militar, com a criação do Exército Livre da Síria (ELS), uma organização rebelde que ganhou adesão de muitos soldados desertores e da adesão voluntária de manifestantes. De lá para cá, os confrontos entre os opositores do governo e os militares se intensificou. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 7,5 mil pessoas morreram neste um ano de conflito.
Além das mortes, a repressão do regime de al-Assad levou ao isolamento da Síria, que hoje vive sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia – o país vende a maior parte do seu petróleo aos europeus.
Na última semana, a Síria mais uma vez ficou em evidência, por conta da visita, no último dia 10, do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe. O objetivo de Annan era tentar iniciar um diálogo entre o regime e a oposição, evitando uma possível futura intervenção militar estrangeira no país.
Antes mesmo de chegar ao local, a proposta de Annan foi rejeitada pelos opositores de al-Assad, que alegaram que o diálogo é “sem sentido”, uma vez que as tropas do governo continuam massacrando a população. Do outro lado, durante a reunião do enviado da ONU com o ditador, al-Assad disse que qualquer diálogo ou processo político não poderá ter sucesso enquanto houver grupos terroristas armados trabalhando para espalhar o caos e desestabilizar o país, uma referência direta aos opositores do governo, principalmente o ELS.
Agora sim, poderemos seguir com as atualidades desta semana!!!

República Árabe da Síria



República Árabe da Síria
"SIRIA"




A Síria, convencionalmente denominada República Árabe da Síria, é uma nação localizada no Oriente Médio, mais especificamente no Sudoeste da Ásia. Damasco é sua cidade mais importante e a capital do país, enquanto Alepo é o segundo município mais significativo. Ela tem fronteiras demarcadas com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, a Jordânia no sul, Israel a sudoeste, Iraque no leste e Turquia ao norte.
DADOS PRINCIPAIS:Nome oficial: República Árabe da Síria (Al-Jumhuriya al-'Arabiya as-Suriya).
Nacionalidade: síria.
Data nacional: 8 de março (aniversário da Revolução); 16 de novembro (Dia da Pátria).
Capital: Damasco.
Cidades principais: Aleppo (1.582.930), Damasco (1.394.322), Homs (540.133), Al Ladhiqiyah (311.784), Hamah (264.348) (1994).
Idioma: árabe (oficial), curdo.

Religião:
islamismo 86% (sunitas 74%, xiitas 12%), cristianismo 8,9%, drusos 3%, outras 2,1% (1992).

GEOGRAFIA:Localização: oeste da Ásia.
Hora local:
+5h.
Área:
185.180 km2.
Clima:
mediterrâneo (litoral) e árido (interior).
Área de floresta:
2 mil km2 (1995). 

POPULAÇÃO:  Total: 16,1 milhões (2000), sendo árabes sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1% (1996). 
Densidade:
86,94 hab./km2.
População urbana:
54% (1998).
População rural:
46% (1998).
Crescimento demográfico:
2,5% ao ano (1995-2000).
Fecundidade:
4 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F:
67/71 anos (1995-2000)
Mortalidade infantil:
33 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo:
25,6% (2000).
IDH (0-1):
0,660 (1998).

POLÍTICA:Forma de governo: República presidencialista (ditadura militar desde 1970).
Divisão
administrativa: 14 distritos. 
Principal
partido: Socialista Árabe (Baath).
Legislativo:
unicameral - Assembléia do Povo, com 250 membros eleitos por voto direto.
Constituição
em vigor: 1973.

ECONOMIA: Moeda: libra síria.  
PIB:
US$ 17,4 bilhões (1998).
PIB agropecuária:
25,9% (1998).
PIB indústria:
27,2% (1998).
PIB serviços:
46,9% (1997).
Crescimento do PIB:
5,9% ao ano (1990-1998).
Renda per capita:
US$ 1.020 (1998).
Força de trabalho:
5 milhões (1998).
Agricultura:
algodão em pluma, frutas, legumes e verduras, azeitona.
Pecuária:
bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca:
7,7 mil t (1997).
Mineração:
gás natural, petróleo, fosfórito.
Indústria:
química, petróleo, carvão, petroquímica, têxtil, couro, calçados, alimentícia, bebidas.
Exportações:
US$ 2,8 bilhões (1998).
Importações:
US$ 4,5 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais:
Alemanha, Itália, França, Arábia Saudita, Turquia.

DEFESA: Efetivo total: 320 mil (1998).
Gastos:
US$ 2,7 bilhões (1998).

disponivel: http://www.portalbrasil.net/asia_siria.htm 

Israel e Palestina



         O Estado de Israel é uma república parlamentar localizado no Oriente Médio, cuja independência data de 14 de maio de 1948, após a adoção da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas de 29 de novembro de 1947, a qual recomendava a adesão e implementação do Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico sobre aquela região. Desde então, são frequentes os embates entre palestinos e isralenses, sendo que os primeiros lutam pela criação de um Estado Palestino, que compreenderia as regiões de Gaza, Cisjordânia e Golan. Os posts seguintes a este tratarão de questões envolvendo tanto Israel, quanto a Palestina.




Dados básicos:

Nome Oficial: Estado de Israel
Tipo de governo: República Parlamentar
Capital: Jerusalém
Cidade mais populosa: Jerusalém
Área: 20.770 km²
População: 7.590.758 (est. 2012)
PIB: $242,9 bilhões (2011)


Bandeira e brasão da Palestina








Turquia

A República da Turquia, país localizado entre os continentes Europa e a Ásia, ocupa o posto de 15ª economia do mundo, integrando União Européia, o G20 e a OCDE. A economia turca é baseia-se principalmente no terceiro setor (responsável por 59% do PIB), além de contar com uma forte indústria automobilística. O setor agrícola representa 9% do PIB, enquanto o setor industrial responde por 31%.
                O país é uma democracia representativa parlamentar, regime político em que o Presidente da República desempenha papel de Chefe de Estado. Com uma política externa alinhada com a Europa e os Estados Unidos, após sua independência da União Soviética em 1991, passou a intensificar relações com países da Ásia Central.

Abaixo, alguns indicadores demográficos e econômicos da Turquia. Informações úteis para a caracterização geral do país:

População: 79.749.461 habitantes              

População Urbana: 70%

Religiões: 99,8% Mulçumanos, 0,2% outros (a maioria cristãos e judeus).

Composição étnica da sociedade: 70-75% turcos, 18% Curdos, 7-12% outras minorias. 

PIB (2011): 778.1 bilhões de dólares

Principais parceiros comercias – Exportação: Alemanha, Iraque, Reino Unido, Itália, França e Rússia

Principais parceiros comerciais – Importação: Rússia, Alemanha, China, EUA, Itália e Irã

Principais produtos agrícolas: tabaco, algodão, grãos, azeitonas, beterraba, avelãs, leguminosas, frutas cítricas, gado

Principais produtos industrializados: têxteis, processamento de alimentos, automóveis, eletrônicos, mineração (carvão, cromato, cobre, boro), aço, petróleo, construção, papel, madeira


sábado, 11 de agosto de 2012

Irã


A República Islâmica do Irã, convencionalmente conhecida como Irã, é um país Localizado no Oriente Médio, entre o Iraque e o Afeganistão, banhado pelo Mar Caspio ao Norde, Golfo Pérsico e Golfo de Omã ao Sul. Possui uma área total de 1.648,195 Km², sendo o décimo oitavo maior país em extensão territorial, e uma população que supera os 78 milhões de pessoas (78.868,711 – segundo estimativa para Julho de 2012).O País é uma República desde a Revolução Islâmica que ocorreu no final da década de 1970, no qual transformou o País em uma República Teocrática. A revolução de 1979 tem desdobramentos até os dias de hoje, pois é onde nasce o impasse a respeito do maior e mais expressivo caso envolvendo o Irã no cenário internacional hodierno, que é o suposto programa nuclear iraniano. Vou, de forma recorrente, me utilizar desse marco temporal nas próximas postagens para explicar como chegamos a esse impasse envolvendo alguns grandes atores internacionais.

Angelo Freire