A intolerância religiosa e cultural ganha forças na batalha entre Oriente Médio e Ocidente.
Um filme foi capaz de alimentar o ódio anti-americano nos países de presença islâmica. Ele traz a imagem de Maomé como pedófilo, gay e namorador. O curte metragem , A inocência dos mulçumanos, do diretor Sam Bacile foi lançado no último dia 11 de setembro e seu maior garoto propaganda foi o pastor evangélico americano Terry Jones, que ganhou fama internacional ao queimar o Corão – o livro sagrado do islamismo.
Millhares de pessoas foram protestar nas ruas do Sudão, Tunísia, Egito, Iêmen, Líbano e mais alguns outros países. Embaixadas de países ocidentais foram invadidas e incendiadas. O embaixador americano Chistopher Stevens foi morto na Libia, junto com ele mais três americanos também foram assassinados.
O governo americano se pronunciou em diversos momentos sobre o ocorrido:
“Pemaneceremos firmes diante da violência contra nossas embaixadas” Presidente Barack Obama
“Um filme horrível da internet, com o qual não temos nada a ver” Secretária de Estado Hillary Clinton
“O povo do Egito, da Líbia, do Iêmen e da Tunísia não trocou a tirania de um ditador pela tirania das massas. As pessoas e os líderes responsáveis nesses países precisam fazer tudo o que puderem para restabelecer a segurança e punir os que estão por trás desses atos” Secretária de Estado Hillary Clinton
“Não percamos de vista o dado fundamental de que os EUA precisam continuar liderando o mundo” ” Presidente Barack Obama.
No Líbano, centenas de pessoas depredaram os restaurantes KFC e Ardy’s. Duas pessoas morreram e 25 ficaram feridos. Neste clima de revolta o país recebeu a visita do Papa Bento XVI. Sua chegada também foi recebida com protestos em Beirute, onde desembarcou esperado pelo presidente Michel Suleiman, católico maronita.
O pontíce pediu a integrantes de todas as religiões do país que o deixem o fundamentalismo em favor da convivência. Bíblia católica “suportemo-nos uns aos outros” (Col. 4,2) e foi essa mensagem que Bento XVI tentou transmitir os libaneses. O papa também manifestou apoio a Primavera Árabe, disse que considera positiva as manifestações em busca de mais democracia e liberdade.
Publicado por Daniel de Lara Santos
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